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Diretrizes para países líderes da rede de emprego de jovens

      A Rede para Emprego de Jovens sugere aos países líderes que adotem as seguintes linhas de ação:

1. Confirmar o comprometimento do mais alto nível de Governo com o trabalo decente e produtivo para jovens.

      A promoção do emprego de jovens foi um dos compromissos assumidos pelos países membros da ONU na Declaração do Milênio, adotada durante a Cúpula do Milênio, a maior reunião de chefes de Estado e de Governo já ocorrida. Assim, a decisão política de se preparar planos de ação nacionais deve vir do mais alto nível político e envolver todos os órgãos de governo na elaboração de um plano de ação.

2. Preparar uma pesquisa nacional e um plano de ação para o emprego de jovens.

      Embora não exista um modelo ou formato para a preparação de pesquisas e planos de ação, o Governo pode referir-se às recomendações adotadas pelo Painel de Alto Nível da Rede para Emprego de Jovens para guiar-se, de forma geral, quanto ao conteúdo e ao processo a ser seguido. Essas recomendações são: empregabilidade, igualdade de oportunidades, empreendedorismo e criação de emprego (relação entre o emprego de jovens e a ampliação das políticas macroeconômicas e de emprego). Assim, os planos de ação podem transformar as quatro recomendações globais em estratégias para a ação nacional. O Governo pode, também, convidar a sociedade civil, a comunidade empresarial, empregadores, sindicatos e organizações de jovens para contribuir para esse processo.

3. Contribuir para desenvolvimento da cooperação internacional ao intercambiar experiências nacionais com outros países e com a comunidade internacional.

      Espera-se que os países líderes não só desenvolvam pesquisas nacionais e planos de ação sobre o emprego de jovens, mas também compartilhem seus planos e experiências com outros.

      Mesmo não havendo modalidades fixas para a troca de experiências, os países líderes podem organizar reuniões regionais ou internacionais para construir um quadro favorável para ações mais amplas aos níveis regional e global a favor do emprego de jovens. Espera-se que atividades de cooperação técnica bilateral e multilateral sejam organizadas com o fim de apoiar ações entre países com níveis diferentes de desenvolvimento para mostrar os resultados de seus projetos, programas e políticas de emprego de jovens. Países industrializados podem contribuir financeiramente com os países em desenvolvimento e os de menor desenvolvimento relativo para a implementação de atividades de emprego de jovens. Ademais, todos os países têm algum conhecimento e técnica para oferecer e receber.

4. Contribuir para a discussão de uma estratégia internacional coerente e integrada sobre emprego no âmbito da Assembléia Geral das Nações Unidas e da OIT.

      Países líderes podem sustentar o compromisso da Declaração do Milênio com o emprego de jovens 1, como forma de implementar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

      Como parte de um processo político a longo-prazo, os países líderes podem, por exemplo, apoiar uma resolução da Assembléia Geral sobre o desenvolvimento de planos nacionais de ação para o emprego de jovens e solicitar à OIT a elaboração de pesquisas e estudos globais desses planos. As ações para o emprego de jovens devem contribuir para uma política de emprego mais ampla tanto nacional quanto internacionalmente.

      1 Declaração do Milênio, parágrafo 20: “para desenvolver e implementar estratégias que possibilitem aos jovens em todo o mundo oportunidades reais de trabalho decente e produtivo.”