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Os jovens são a solução. O problema é o desemprego


OS FATOS

      Hoje existem mais de 1 bilhão de pessoas entre 15 e 25 anos de idade e quase 40% da população do mundo tem menos de 20 anos. Oitenta e cinco por cento dos jovens vivem em países em desenvolvimento, onde muitos deles estudam e trabalham em um contexto de extrema pobreza.

      A OIT estima que 74 milhões de jovens mulheres e homens encontram-se desempregados em todo o mundo, correspondendo a 41% dos 180 milhões de pessoas que são classificadas como desempregadas. Um número ainda maior de pessoas enfrenta longas jornadas de trabalhado, lutando para conseguir sua subsistência na economia informal. Em todo o mundo, os jovens têm uma probabilidade duas ou três vezes maior de ficarem desempregados, em comparação com os adultos.

      Enquanto para alguns a acelerada globalização e as mudanças tecnológicas oferecem novas oportunidades de trabalho produtivo e de renda, para muitos jovens em idade produtiva, estas mesmas tendências somente aumentam a vulnerabilidade que é inerente à transição da infância para a vida adulta. Em todo o planeta, milhões de jovens não estão conseguindo entrar no mercado de trabalho, e a discriminação contra jovens mulheres é especialmente intensa.

      Jovens sem meios ou perspectivas encontram-se em maior risco de serem atraídos para comportamentos socialmente destrutivos. A sua energia, sua capacidade para a inovação e as suasaspirações são bens que a sociedade não pode se dar ao luxo de desperdiçar.


A VISÃO


O QUE SOMOS

      A Rede de Emprego de Jovens do Secretário Geral (Youth Employment Netword - YEN) foi criada sob o impulso da Declaração do Milênio, na qual Chefes de Estado e de Governo decidiram "desenvolver e implementar estratégias que dêem aos jovens em todo o mundo uma oportunidade real de encontrar trabalho decente e produtivo."

      A Rede é uma parceria sob a liderança das Nações Unidas, do Banco Mundial e da OIT (sendo que esta última hospeda a Secretaria) que visa abordar a questão do trabalho juvenil no nível mundial, nacional e local. O mandato para esta aliança global em prol do emprego de jovens foi fortalecido pela recente Resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas sobre a promoção do Emprego de jovens (A/RES/57/165). Os países são incentivados a preparar Revisões Nacionais e Planos de Ação sobre o emprego de jovens até março de 2004, com a assistência da OIT, das Nações Unidas e do Banco Mundial, bem como de outras agências especializadas – e com a participação dos jovens.


QUEM SOMOS

      A YEN inclui um Painel de Alto Nível composto por doze especialistas e praticantes que assessoram os chefes dos três Parceiros Principais e defendem o emprego de jovens, tanto no nível internacional como através das suas respectivas redes.

      O Painel de Alto Nível produziu um conjunto de recomendações para políticas discutidas na Assembléia Geral e, além disso, com base nestas recomendações, criou quatro Grupos de Trabalho, os quais fornecem diretrizes e exemplos práticos que ajudam os países, tanto na preparação de suas Revisões e Planos de Ação Nacionais, bem como a ampliar as suas atividades em campo.

      O Painel de Alto Nível reuniu-se em 2001 para o lançamento da iniciativa, tendo se reunido novamente em julho de 2003. Neste segundo encontro, o painel propôs uma série de passos a serem tomados pela YEN durante o período 2003-2005, até a revisão qüinqüenal das Metas de Desenvolvimento do Milênio.

      Tais passos englobam desde o incentivo para que os governos nacionais transformem a estratégia em planos de ações nacionais em prol do emprego de jovens até a necessidade de estabelecer um diálogo social para o emprego de jovens.

      A rede envolveu uma série de parceiros e agências colaboradoras como uma forma de responder a este crescente problema social, unindo habilidades, experiência e know-how, numa tentativa de encontrar soluções novas e duradouras. Por exemplo, a YEN está trabalhando com a Youth Business International nas Filipinas e com a liderança do empresariado local no lançamento da Youth Business Foundation um programa de financiamento inicial e de apoio para jovens empresários. Da mesma forma, o Rotary International e a OIT estão ajudando Rotary Clubes a elaborar e implementar projetos que ofereçam treinamento profissionalizante a jovens deficientes.

      Este e outros projetos realizados em conjunto com outros parceiros estão ajudando a fornecer exemplos de práticas bem-sucedidas de emprego de jovens.

      O Senegal, o Egito, a Indonésia, a Hungria, o Sri Lanka, a Namíbia e o Azerbaijão assumiram o papel de Países Líderes, apresentando exemplos bem-sucedidos de práticas de emprego de jovens, das quais outros países podem aprender.

      Organizações de jovens estão participando ativamente da YEN e desempenharão um papel essencial na futura elaboração e implementação de programas de ação nacionais. Na recente reunião do Painel de Alto Nível, representantes juvenis de 13 países, representando organizações ativas nos níveis mundial, regional, nacional e de base, provenientes de todo o espectro político, propuseram organizar-se em um grupo assessor sustentável. Suas sugestões cobriram desde a necessidade de se dispor de indicadores confiáveis e de um painel juvenil em contrapartida ao Painel de Alto Nível, até um banco de dados de organizações juvenis nacionais que estejam trabalhando nos Planos de Ação Nacionais e um mecanismo de coordenação entre a Rede de Emprego de jovens e seus representantes juvenis.


O QUE FAZEMOS

      A Rede reúne líderes da indústria, dos jovens, formuladores de políticas e representantes da sociedade civil em alianças estratégicas para explorar abordagens criativas aos desafios do emprego de jovens. Ela funciona como um catalisador para a ação no nível do país, através de intervenções políticas, econômicas e técnicas. O foco das políticas da Rede reside nos seguintes quatro elementos:



A experiência de um País:

      Em 2001, o número total de jovens desempregados na Indonésia chegava a 6,1 milhões, representando 76 por cento da população desempregada. Em maio de 2003, o Ministro-Coordenador de Assuntos Econômicos estabeleceu uma Rede de Emprego de Jovens da Indonésia (IYEN), envolvendo todos osprincipais interessados do governo, do setor privado e da sociedade civil. A I-YEN está trabalhando nos níveis provincial e distrital. Entre outras atividades, está mobilizando recursos técnicos e financeiros, monitorando e avaliando programas de ação e fornecendo feedback ao governo na medida que desenvolve um Plano de Ação Nacional de Emprego de Jovens.

      Para apoiar a I-YEN, a OIT está realizando uma série de atividades, desde levantamentos sobre a transição entre escola e trabalho, sobre o desenvolvimento de diretrizes para políticas de treinamento profissionalizante, até a prestação de apoio a jovens trabalhadores do setor informal. O Banco Mundial e o PNUD estão trabalhando com o Ministério da Educação, focalizando nas necessidades especiais de jovens marginalizados e no desenvolvimento de programas de habilidades práticas para jovens matriculados em escolas, bem como para aqueles que não freqüentam escolas, especialmente aqueles que são pobres ou marginalizados por outro motivo.